Pivetta adia escolha de coronéis e diz que não nomear é governar em MT
Decisão gerou debate sobre o preenchimento de vagas na mais alta patente da Polícia Militar do estado.
O chefe do Executivo estadual, Otaviano Pivetta, optou por postergar o preenchimento de vagas para o posto de coronel da Polícia Militar. A decisão afeta diretamente 15 oficiais que disputavam cinco posições na mais alta patente da corporação em Mato Grosso.
Questionado sobre o assunto durante compromissos oficiais na segunda-feira (7), o gestor pontuou que o tema não está no topo de suas urgências administrativas. Segundo ele, a escolha deve ficar para depois do pleito eleitoral de outubro, justificando a postura com a frase de que abster-se de nomeações também faz parte da gestão pública.
A legislação estadual estabelece que as progressões de carreira na corporação militar ocorram anualmente em datas fixas, sendo o dia 5 de setembro o prazo limite para a etapa vigente. A lista de aptos foi enviada após análise da Comissão de Promoção de Oficiais, cabendo ao governador bater o martelo sobre os nomes contemplados.
A postura adotada pelo governo gerou cobranças públicas da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar. A entidade argumenta que as regras vigentes asseguram o preenchimento das vagas quando há um grupo habilitado e um processo administrativo regularizado, apontando um impasse legal sobre a omissão na escolha.
O comando da corporação, representado pelo comandante-geral Fernando Tinoco, informou anteriormente que os trâmites seguiam em análise para garantir total segurança jurídica e isonomia entre os concorrentes. A lista de oficiais na disputa inclui nomes como Adão Cesar Rodrigues Silva, Paulo Jailson Secchi de Ávila, Murilo Franco de Miranda e outros doze tenentes-coronéis habilitados.















