PL endurece discurso em MT e ameaça prefeitos que apoiam Pivetta fora da linha do partido

Por Everton Plinio Martiny • 06/05/2026 19:29 675 acessos
PL endurece discurso em MT e ameaça prefeitos que apoiam Pivetta fora da linha do partido

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, endureceu o discurso contra prefeitos da sigla que vêm demonstrando apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta nas eleições estaduais. Em entrevista à Rádio Cultura FM nesta quarta-feira (6), o dirigente reafirmou o apoio do partido ao senador Wellington Fagundes e avisou que o PL não aceitará movimentos contrários ao posicionamento oficial da legenda em Mato Grosso.

Segundo Ananias, prefeitos e lideranças que insistirem em apoiar adversários políticos poderão enfrentar consequências internas durante o processo eleitoral e nas convenções partidárias. O dirigente afirmou que o partido seguirá firme em sua estratégia para 2026 e descartou qualquer flexibilização para aliados que atuem fora da orientação da sigla.

A declaração expõe um clima de tensão dentro do PL de Mato Grosso, principalmente entre prefeitos que mantêm proximidade política com Otaviano Pivetta, nome ligado ao grupo de oposição ao projeto defendido pelo partido no estado.

Entre os citados nos bastidores está o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Apesar das divergências internas, Ananias afirmou ter recebido garantia de fidelidade partidária após reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Já a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, também teria demonstrado simpatia política por Pivetta, mas acabou sendo enquadrada pela direção estadual da legenda.

A crise interna ganhou força após prefeitos do PL justificarem apoio a Otaviano Pivetta por conta de relações pessoais e convênios firmados com o Governo de Mato Grosso.

Outro fator de desgaste dentro do partido envolve a possível aproximação entre PL e MDB em articulações nacionais ligadas ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a entrevista, Ananias afirmou que filiados têm liberdade para opinar, mas não poderão contrariar a orientação partidária. Segundo ele, o PL não pretende manter quadros considerados “insatisfeitos” ou “ingratos” dentro da estrutura política da sigla.

O caso que mais incomodou a direção do PL foi a declaração do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, que admitiu publicamente a possibilidade de contrariar a orientação partidária em nome da gratidão ao vice-governador Otaviano Pivetta.

A fala repercutiu negativamente entre dirigentes do partido. Em resposta, Ananias defendeu o histórico de apoio de Wellington Fagundes ao município de Rondonópolis e classificou a declaração do prefeito como “infeliz”, afirmando que faltou “tato” e “cérebro” ao gestor.

O dirigente também reforçou que o PL espera alinhamento político total de seus representantes nas próximas eleições estaduais e nacionais.

O embate interno reforça a disputa antecipada pelo comando político de Mato Grosso e evidencia a pressão sobre prefeitos e lideranças regionais em meio às articulações para as eleições de 2026.

Nos bastidores, cresce a movimentação entre grupos ligados ao PL, Republicanos e outras siglas que tentam consolidar alianças para o governo estadual. O cenário também amplia as discussões sobre fidelidade partidária, influência de convênios estaduais e o peso político das lideranças municipais no estado.

As articulações seguem em andamento, e novas definições sobre alianças e posicionamentos dentro do PL devem ocorrer nos próximos meses, especialmente durante as convenções partidárias.

Este conteúdo foi publicado originalmente por RD News e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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