Polícia Civil sufoca facções com bloqueio milionário
A atuação estratégica da Polícia Civil de Mato Grosso no combate ao crime organizado tem provocado impactos significativos no cenário da segurança pública em 2026. As operações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, conhecidas como GCCO/Draco, demonstram uma mudança consistente de abordagem, com foco não apenas na repressão direta, mas principalmente no enfraquecimento financeiro das facções criminosas.
Nos primeiros quatro meses do ano, as ações policiais revelaram um avanço expressivo nas investigações e na identificação de estruturas complexas de lavagem de dinheiro. O resultado mais contundente foi o rastreamento de movimentações patrimoniais que ultrapassam R$ 281,4 milhões, evidenciando o alcance econômico das organizações criminosas e a eficácia das estratégias adotadas para combatê-las.
Entre janeiro e abril, foram deflagradas 13 operações de grande porte, incluindo iniciativas como Imperium, SpeakEasy, Pentágono 3 e Aposta Perdida, que atingiram diretamente os pilares financeiros e logísticos das facções. Ao longo dessas ações, a Polícia Civil cumpriu 462 ordens judiciais, incluindo dezenas de mandados de prisão, buscas e apreensões, além de bloqueios de contas bancárias, sequestros de veículos e imóveis e suspensões de empresas utilizadas como fachada para atividades ilícitas.
Mais do que números expressivos, o diferencial dessas operações está na estratégia de asfixia financeira. A retirada de recursos das facções compromete diretamente sua capacidade de operação, dificultando práticas como tráfico de drogas, corrupção e expansão territorial. Esse modelo de enfrentamento tem se mostrado mais eficiente ao atingir o núcleo econômico que sustenta as atividades criminosas.
Casos emblemáticos reforçam essa abordagem. A Operação SpeakEasy, por exemplo, identificou sozinha cerca de R$ 200 milhões em movimentações financeiras suspeitas. Já a Operação Imperium revelou aproximadamente R$ 43 milhões, enquanto a Operação Showdown chegou a R$ 20 milhões em ativos investigados. Outras ações, como Aposta Perdida e Passagem Oculta, também contribuíram para o mapeamento de fluxos financeiros ilícitos, somando milhões em recursos vinculados ao crime.
De acordo com o delegado Gustavo Colognesi Belão, responsável pela GCCO, os resultados refletem o compromisso contínuo da instituição com o enfrentamento qualificado à criminalidade organizada. Segundo ele, a estratégia vai além das prisões, priorizando a desestruturação completa das organizações ao atingir seu poder econômico. Esse tipo de ação reduz significativamente a capacidade de financiamento de atividades ilegais e enfraquece toda a cadeia criminosa.
Os avanços obtidos são resultado de investigações altamente especializadas, baseadas em inteligência policial, uso de tecnologia de ponta e integração com o Poder Judiciário. A atuação conjunta fortalece a eficiência das operações e amplia a capacidade do Estado em antecipar e neutralizar as ações criminosas.
O trabalho desenvolvido pela GCCO/Draco consolida um novo padrão no combate à macrocriminalidade em Mato Grosso. Com equipes altamente treinadas e domínio técnico em investigação de lavagem de capitais e recuperação de ativos, a Polícia Civil se posiciona de forma cada vez mais eficaz no enfrentamento às facções, mantendo-se à frente das estratégias utilizadas pelo crime organizado e promovendo maior segurança à população.















