Seca severa e calor de 40°C elevam risco de incêndios em Mato Grosso
Combinação de altas temperaturas e vegetação ressecada coloca municípios do estado em alerta máximo para o avanço de chamas.
A fase mais intensa da seca em Mato Grosso é marcada por índices críticos de umidade relativa do ar, que despencam para patamares inferiores a 20%. Associado a termômetros próximos dos 40°C e à vegetação ressecada, o período entre agosto e setembro exige atenção redobrada nas zonas rurais de diversas regiões do estado.
Dados do Painel do Fogo, vinculado ao Censipam, apontam centenas de ocorrências ativas no território mato-grossense desde o início de agosto. Municípios como Jangada, Paranatinga e Nova Santa Helena concentram grande parte dos chamados atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar, exigindo inclusive decreto de emergência em áreas afetadas.
Representantes do setor produtivo destacam que a maioria das ocorrências tem início em margens de rodovias, exigindo rápida mobilização dos agricultores para evitar danos às lavouras e reservas nativas. A construção antecipada de aceiros e o uso de aplicativos de monitoramento tecnológico integram as estratégias adotadas para mitigar os prejuízos ao solo e às estruturas das propriedades.
Além do risco imediato de destruição de maquinários e cercas, especialistas alertam para a perda de matéria orgânica no solo provocada pelo calor excessivo. Entidades ligadas ao agronegócio seguem integrando comitês estaduais de gestão e disponibilizando cartilhas de manejo integrado para orientar o combate rápido e seguro aos focos de fogo.















