Sindicatos articulam pressão em Mato Grosso para votar PEC 6x1
Movimento nacional busca barrar adiamento pretendido pelo comando do Senado e quer deliberação antes do pleito.
As principais centrais sindicais do país iniciam neste final de semana uma ofensiva coordenada nos estados para pressionar os senadores a antecipar a deliberação sobre a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O texto, protocolado sob o número 221 de 2019, também estabelece o corte na carga horária semanal para 40 horas. A mobilização foi definida após o comando do Senado sinalizar que o tema só irá a plenário após o pleito eleitoral.
Dirigentes sindicais apontam que a decisão de postergar a análise atende a interesses empresariais e criticam a medida. Lideranças do setor produtivo, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, haviam defendido a necessidade de maior cautela e debates técnicos longe da pressão do calendário eleitoral. Em contrapartida, os sindicatos argumentam que o adiamento afasta a decisão das demandas populares e defendem que a mudança traz ganhos para a saúde mental e a qualidade de vida da classe trabalhadora.
A proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça recentemente, gerando expectativa de tramitação rápida entre os trabalhadores. Com o impasse criado pelo adiamento, as centrais decidiram unificar forças para evitar que a discussão perca fôlego. A estratégia agora é transformar o debate trabalhista em pauta central de cobrança nas ruas, exigindo que os representantes políticos respondam às demandas da sociedade antes da próxima disputa eleitoral.















