Vereador defende candidato em MT após denúncias de coerção e uso de órgão
Acusações recentes apontam suposta pressão sobre servidores e armazenamento de material político, mas aliados negam veracidade.
O cenário político em Mato Grosso ganhou novos desdobramentos após o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), de Cuiabá, intervir publicamente em favor do ex-secretário estadual de Educação e candidato a deputado estadual, Allan Porto (Republicanos). O antigo gestor da pasta passou a ser alvo de questionamentos na última semana em decorrência de dois episódios distintos relacionados ao pleito eleitoral, que geraram repercussão entre servidores da rede pública.
A primeira controvérsia envolveu a circulação de um áudio atribuído a um diretor pedagógico, no qual profissionais da educação e funcionários temporários recebiam exigências de engajamento político sob o risco de demissão ou remanejamento de lotação. Diante disso, o parlamentar rejeitou a premissa de que a categoria estaria vulnerável a esse tipo de pressão, destacando a autonomia intelectual dos professores da rede estadual.
Em sua avaliação, o perfil crítico e independente dos profissionais da educação impede que ocorram submissões por receio de perda de postos de trabalho. Além disso, o vereador atribuiu a disseminação das acusações a manobras de adversários políticos e argumentou que o candidato não mantém vínculos estreitos com a atual administração da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT), o que inviabilizaria eventuais retaliações.
O segundo ponto contestado refere-se a imagens que mostravam dezenas de caixas com materiais gráficos, bandeiras e estruturas de campanha com identificação do candidato, supostamente armazenadas na sede da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres. O volume dos itens gerou suspeitas sobre a utilização de dependências públicas para fins logísticos eleitorais, acompanhado de boatos sobre metas de votos distribuídas por unidades escolares.
Contudo, o parlamentar negou que o registro fotográfico tenha sido feito nas instalações da Regional em Cáceres, assegurando que o material estava guardado na residência de um funcionário que colaborava voluntariamente com a campanha. Por fim, o vereador comparou o episódio atual a denúncias que enfrentou em sua própria trajetória eleitoral, as quais foram investigadas pela Polícia Federal sem que houvesse comprovação de irregularidades.















