Criança é internada com sinais de abuso em Primavera do Leste

Por Everton Plinio Martiny • 08/04/2026 09:12 113 acessos
Criança é internada com sinais de abuso em Primavera do Leste

A segurança pública e a rede de proteção à infância em Primavera do Leste estão em alerta após a confirmação de um caso perturbador envolvendo uma menina de apenas 2 anos. A criança deu entrada no Hospital São Lucas apresentando lesões severas, o que mobilizou imediatamente as autoridades policiais e o Conselho Tutelar da cidade. O episódio ganhou contornos ainda mais graves após relatos da equipe médica sobre o comportamento dos responsáveis durante o período de internação da menor.

A menina já estava sob cuidados hospitalares desde o último sábado, dia 4, quando chegou à unidade de saúde apresentando queimaduras de segundo grau profundo em diversas partes do corpo. As marcas atingiam o tórax, a perna esquerda, o braço e a região do pescoço. No entanto, o que inicialmente parecia um acidente doméstico passou a ser tratado como crime após profissionais de saúde presenciarem cenas de negligência e violência física dentro do próprio hospital.

Relatos da equipe assistencial indicam que a mãe foi vista dormindo na cama destinada à paciente enquanto a criança permanecia no chão. Além disso, episódios de agressão direta, como tapas no rosto da menina, foram observados por enfermeiras da unidade. Diante da conduta agressiva e dos sinais de vulnerabilidade, o Conselho Tutelar foi acionado para garantir a segurança da vítima e acompanhar o desenrolar do caso junto à Polícia Militar.

Durante os procedimentos médicos necessários, o profissional responsável identificou indícios compatíveis com abuso sexual. O exame clínico apontou inchaço e vermelhidão em partes íntimas, o que motivou a solicitação imediata de exames periciais complementares. Um ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a recusa da mãe em acompanhar a filha durante o procedimento cirúrgico, sendo necessária a presença de uma psicóloga do hospital para dar suporte à criança.

Ao serem questionados sobre a origem das lesões, a mãe e o padrasto apresentaram uma versão contraditória, atribuindo a responsabilidade a uma suposta babá. Contudo, os suspeitos não souberam informar o nome completo ou o endereço da cuidadora, o que aumentou as suspeitas de omissão e autoria por parte do casal. Durante a abordagem policial, o padrasto ofereceu resistência física e precisou ser contido pela Polícia Militar antes de ser encaminhado para a delegacia.

Diligências realizadas na residência da família revelaram um cenário de extrema insalubridade e total falta de condições para a criação de crianças. No local, a polícia encontrou vestígios que indicam o uso de entorpecentes, reforçando o ambiente de risco ao qual a menor estava exposta. Embora tenham sido levados para registro da ocorrência na noite de terça-feira, os envolvidos foram liberados e o caso segue agora sob a responsabilidade da Polícia Civil.

A investigação prossegue para apurar a extensão das lesões e confirmar a responsabilidade criminal dos suspeitos por maus-tratos e possível abuso sexual. Enquanto o inquérito é conduzido, a criança permanece sob vigilância médica e proteção dos órgãos competentes de Primavera do Leste, visando sua recuperação física e psicológica diante dos traumas sofridos.

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