PM preso por morte em boate alega legítima defesa em Tangará
Testemunhas afirmam que a vítima apenas empurrou o agente e se afastou antes de ser baleada no estabelecimento.
A Polícia Civil investiga a morte de Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos, baleado fatalmente no último domingo dentro de uma casa noturna situada em Tangará da Serra.
O autor dos tiros foi identificado como o policial militar Mayko Aparecido de Souza Almeida. O agente foi capturado horas depois do crime, já que não estava no local quando as equipes policiais chegaram para o atendimento inicial.
Durante o depoimento oficial, o suspeito sustentou a tese de legítima defesa. De acordo com a versão apresentada pelo militar, ele teria se envolvido em uma briga com a vítima e sofrido agressões físicas, o que o motivou a revidar com os disparos.
No entanto, depoimentos colhidos de testemunhas que presenciaram o homicídio contrapõem a narrativa do policial. Os relatos indicam que houve um bate-boca seguido de um empurrão por parte de Alexandre, mas sem agressão física continuada. Conforme essas testemunhas, o homem se afastou do agente logo em seguida, momento em que acabou sendo atingido.
O socorro médico chegou a ser acionado para atender a vítima, que foi encaminhada para atendimento hospitalar, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A arma de fogo utilizada na ocorrência pertence à corporação e foi apreendida pelas autoridades para passar por exames periciais.













