Serralheiro nega assassinato de professor e culpa cúmplices em Várzea Grande

Investigado por envolvimento no crime afirma ter apenas transportado os executores e recebido uma fotografia da cova clandestina.

Por Redação • 13/10/2026 13:30 • 10 acessos
Serralheiro nega assassinato de professor e culpa cúmplices em Várzea Grande

Um dos suspeitos detidos sob a acusação de envolvimento no assassinato do professor Breno Humberto de Moraes, de 25 anos, apresentou sua versão dos fatos à Polícia Civil em Várzea Grande. Elias Samuel Delgado, de 26 anos, que exerce a profissão de serralheiro, declarou às autoridades que não teve participação direta na morte do educador, afirmando ter apenas conduzido os verdadeiros executores até as proximidades da zona de mata onde o crime ocorreu.

De acordo com os esclarecimentos repassados pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, o investigado sustentou que permaneceu junto ao automóvel enquanto os outros dois comparsas conduziram a vítima para o interior da vegetação. Conforme o depoimento colhido pelas autoridades policiais, o suspeito argumentou que tomou conhecimento da localização exata do sepultamento porque um dos criminosos lhe enviou uma fotografia pelo celular, imagem essa que posteriormente serviu para indicar o ponto exato da cova aos agentes de segurança.

O corpo do educador foi encontrado na última quinta-feira, dia 8 de outubro, em estado avançado de decomposição, após o jovem passar 13 dias desaparecido na região metropolitana de Mato Grosso. Os exames periciais realizados no cadáver revelaram a violência extrema do homicídio, contabilizando pelo menos 13 perfurações causadas por arma branca, sendo três na região cervical, sete na área abdominal e três na região escrotal.

Durante o interrogatório conduzido na delegacia especializada, o condutor do veículo alegou ainda que estaria sofrendo chantagens por parte da vítima em decorrência de supostos relacionamentos extraconjugais. As diligências conduzidas pelos investigadores revelam que o caso ainda está em aberto no que tange aos demais participantes da ação criminosa.

Até o momento, os outros dois indivíduos apontados como coautores da morte violenta permanecem foragidos da Justiça. As equipes policiais de Mato Grosso dão continuidade aos trabalhos de investigação e às buscas na tentativa de localizar e prender os demais envolvidos no assassinato que chocou a comunidade local.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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