Abilio diverge de deputada e defende distinção de crimes em MT
Gestor municipal argumenta que classificar todas as mortes de mulheres sob a mesma categoria prejudica as estatísticas e a aplicação da lei.
O chefe do Executivo municipal de Cuiabá, Abilio Brunini, manifestou desacordo nesta terça-feira (6) em relação à fala da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, de São Paulo, que havia negado a existência de feminicídios. Durante declaração pública, o administrador municipal pontuou que a parlamentar se equivocou ao descartar esse tipo de violência contra a mulher.
Apesar de confirmar que o crime de ódio contra o gênero feminino de fato acontece, o prefeito sustentou que é preciso separar ocorrências motivadas especificamente pela condição de mulher daquelas originadas por conflitos passionais ou disputas ligadas a organizações criminosas e ao narcotráfico.
Segundo a visão externada pelo gestor, colocar diferentes tipificações penais dentro da mesma métrica estatística acaba gerando distorções na leitura dos dados. Ele exemplificou citando situações passionais decorrentes de traições ou execuções ordenadas por facções devido a dívidas de entorpecentes.
Na avaliação do político, agrupar todas as mortes femininas de forma generalizada pode banalizar o conceito jurídico do feminicídio, que passou a ser tratado como delito autônomo no Código Penal brasileiro desde outubro de 2024.
Por fim, o administrador defendeu um detalhamento mais rigoroso na investigação das ocorrências em Mato Grosso e no restante do país, argumentando que a precisão na identificação dos motivos criminais é fundamental para garantir a correta penalização dos culpados.















