Alunos da UFMT são investigados por racismo em grupos de WhatsApp em MT
Investigação policial apura injúria racial e misoginia após discussões virtuais entre universitários em Mato Grosso.
Três acadêmicos matriculados no curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tornaram-se alvos de uma denúncia formal registrada junto à Polícia Civil. A acusação aponta a prática de injúria racial por meio do compartilhamento de textos, arquivos de áudio e figuras com conteúdo racista e misógino em conversas de um aplicativo de mensagens instantâneas, ocorridas no último final de semana.
De acordo com o registro oficial das autoridades policiais, o atrito teve início durante um debate de cunho político dentro de um grupo digital administrado pelo Centro Acadêmico da faculdade. Na ocasião, um dos discentes enviou uma figura considerada preconceituosa contra o presidente da República, o que resultou na sua exclusão imediata do espaço virtual.
Logo após a remoção, um segundo participante utilizou termos ofensivos, chamando outro estudante de carvão, comportamento que também motivou a sua expulsão do canal de comunicação. Diante da escalada dos conflitos, os organizadores decidiram limitar o envio de mensagens exclusivamente aos administradores para conter novas hostilidades.
Apesar da restrição, a contenda migrou para outro ambiente digital administrado pela associação atlética do curso. Conforme consta no boletim de ocorrência, o mesmo indivíduo que proferiu a ofensa anterior voltou a disparar comentários discriminatórios, afirmando que determinados colegas estariam reivindicando direitos indevidos.
Diante dos acontecimentos, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas emitiu um comunicado oficial manifestando veemente repúdio aos atos de intolerância. A entidade estudantil destacou que as manifestações ultrapassaram os limites do dissenso político, configurando agressões diretas contra a honra de mulheres e da comunidade negra.















