Aulão em Sorriso orienta sobre regras de ciclomotores e elétricos

Iniciativa reúne autoridades em Sorriso para discutir segurança no trânsito, uso de equipamentos de proteção e novas normativas para veículos elétricos.

Por Redação • 15/10/2026 13:56 • 8 acessos
Aulão em Sorriso orienta sobre regras de ciclomotores e elétricos

Mais de 300 estudantes reuniram-se no dia 14 de outubro, em Sorriso, para participar de um treinamento voltado à condução segura de ciclomotores e veículos elétricos. A programação ocorreu no Centro de Eventos Ari José Riedi e combinou orientações teóricas com simulações práticas em uma pista especialmente preparada para a instrução.

A iniciativa surge como resposta ao crescimento expressivo de crianças e adolescentes pilotando esses meios de transporte na cidade. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), o principal objetivo do encontro é a preservação da vida e a preparação para futuras normativas municipais alinhadas à Resolução 966/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Durante as atividades, especialistas lembraram que equipamentos com motorização inferior a 1.000 watts não exigem Carteira Nacional de Habilitação, mas a circulação carece de regras locais claras. Em contrapartida, modelos que ultrapassam essa potência e atingem velocidades superiores a 32 km/h já demandam habilitação e emplacamento obrigatório conforme as exigências vigentes no estado.

Representantes de diversas instituições, incluindo a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Departamento Estadual de Trânsito, o Conselho Tutelar e a Guarda Municipal, uniram-se na mobilização. O intuito é alertar os responsáveis que permitem o uso desses veículos por menores de idade, visto que a falta de experiência no trânsito tem gerado colisões preocupantes em cruzamentos urbanos.

Dados estatísticos compartilhados por equipes de resgate apontam dezenas de ocorrências recentes envolvendo bicicletas e modelos elétricos conduzidos por adolescentes entre 14 e 16 anos. Muitas vítimas acabam sofrendo lesões severas, como fraturas e traumas cranianos, devido à ausência de itens básicos de proteção, a exemplo do capacete, o que frequentemente exige transferências emergenciais para o Hospital Regional.

Este conteúdo foi publicado originalmente por JK Notícias e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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