Floresta energética para etanol de milho exige R$ 14 bi em MT
Estudo aponta que avanço do biocombustível no estado impulsiona busca por biomassa renovável e novas áreas de cultivo.
O forte avanço da fabricação de etanol de milho no território mato-grossense coloca o suprimento de biomassa no centro da estratégia do agronegócio. Um levantamento do Itaú BBA aponta que os aportes financeiros voltados ao cultivo de florestas energéticas podem alcançar até R$ 14,3 bilhões no estado, dependendo da eficiência operacional das plantas fabris.
A capacidade instalada desse biocombustível em Mato Grosso tem projeção de saltar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros até o final da década. Com essa aceleração, o consumo de biomassa de eucalipto exigirá centenas de milhares de hectares adicionais de áreas plantadas para manter as caldeiras e estruturas industriais funcionando de maneira contínua.
Mudanças regulatórias recentes no estado impulsionam essa transição verde. Acordos firmados entre o governo estadual e o Ministério Público determinam a redução gradual e a eliminação futura do uso de biomassa de vegetação nativa por grandes consumidores industriais, priorizando o manejo sustentável e florestas plantadas.
Além de suprir a demanda das usinas de biocombustível, a expansão florestal atende outros segmentos do setor produtivo, como unidades armazenadoras e frigoríficos. Especialistas destacam que a disponibilidade de matéria-prima renovável fortalece as credenciais ambientais do produto em mercados que exigem combustíveis com menor pegada de carbono.
Para os agricultores locais, o cultivo de eucalipto surge como uma alternativa viável para diversificar os ganhos financeiros em glebas de menor aptidão para grãos. Projeções financeiras indicam retornos atrativos por hectare ao ano, oferecendo mais uma opção de rentabilidade e consolidando a nova cadeia de suprimentos em Mato Grosso.












