Gabriel Galípolo critica pressão de empresas pelo uso do FGC em MT

Dirigente apontou que companhias buscam vantagens competitivas sem oferecer o mesmo nível de garantias exigido das instituições tradicionais.

Por Redação • 14/08/2026 00:11 10 acessos
Gabriel Galípolo critica pressão de empresas pelo uso do FGC em MT

O dirigente máximo da autoridade monetária brasileira manifestou forte oposição à conduta de companhias de médio e pequeno porte que tentam obter aval oficial para operar de maneira semelhante a uma instituição bancária, utilizando o Fundo Garantidor de Crédito para captar recursos no varejo sem dispor do respaldo patrimonial adequado para tal.

Durante celebração alusiva às três décadas de existência do mecanismo de salvaguarda, o chefe do Banco Central pontuou que tal prática distorce a concorrência no mercado financeiro nacional, permitindo que intermediários atuem sob exigências regulatórias mais brandas, prazos estendidos e menores exigências de colateral comparado aos grandes conglomerados.

A rede de proteção, instituída em meados da década de noventa com o propósito de blindar pequenos aplicadores e conferir solidez à economia durante o processo de estabilização monetária, tem enfrentado recentemente volumes expressivos de ressarcimento decorrentes de fraudes corporativas, o que motivou a implementação de ajustes nas contribuições obrigatórias pagas pelas entidades associadas.

O mecanismo atua assegurando aplicações e depósitos até o patamar de duzentos e cinquenta mil reais por CPF ou CNPJ em cada conglomerado, impondo simultaneamente um teto máximo de um milhão de reais em indenizações por investidor em um horizonte quadrienal, reforçando a confiança pública e a previsibilidade sistêmica em todo o território nacional.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Paranatinga News e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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