Wellington Fagundes escala ex-petista como vice para governo de MT
A escolha do médico Alencar Farina para a chapa majoritária movimenta os bastidores políticos e acende divergências com o setor bolsonarista da legenda.
A articulação eleitoral para o governo de Mato Grosso ganhou novos contornos após o senador Wellington Fagundes definir o médico Alencar Farina como seu candidato a vice. Ignorando críticas de setores mais radicais da direita, que rotulam alianças pragmáticas com termos pejorativos, o parlamentar resgatou uma antiga ligação político-partidária para fortalecer sua chapa ao Palácio Paiaguás.
A composição gerou imediato desgaste com o partido Novo, que pretendia emplacar o empresário Marcelo Maluf na posição de vice. Além disso, a chegada de Farina reabre antigas feridas no diretório estadual do PL, onde uma facção alinhada ao bolsonarismo frequentemente questiona a lealdade ideológica de Fagundes e seu histórico de coalizões amplas.
Farina carrega uma trajetória política diversificada que inclui passagens marcantes pela esquerda. Em 2004, integrou a chapa majoritária de Cuiabá como candidato a vice-prefeito em uma aliança encabeçada pelo PT. Anos mais tarde, em 2012, chegou a ser lançado pelo partido petista como pré-prefeito em Várzea Grande, consolidando trânsito em diferentes correntes partidárias do estado.
Curiosamente, a relação entre os dois políticos começou há mais de duas décadas, quando o médico ingressou no PL em 2003 com aval do próprio senador. Agora, o arranjo expõe o desafio enfrentado pela candidatura na cidade e em todo o estado: unir a estrutura tradicional construída por Fagundes com a base militante que exige alinhamento rígido na disputa eleitoral mato-grossense.















