Linha telefônica do presidente do Cacerense é fraudada em Cáceres
Falha na segurança da operadora Claro expõe dirigente a fraudes e atrapalha negociações esportivas cruciais no estado.
A rotina administrativa do Cacerense Esporte Clube sofreu um revés significativo após uma falha de segurança na operadora Claro resultar na transferência não autorizada da linha telefônica do presidente da instituição, Henrique Matias. O incidente, ocorrido há uma semana, abriu brecha para que golpistas tentassem invadir perfis pessoais e aplicassem fraudes utilizando os dados do dirigente na cidade.
O problema gerou impactos diretos e imediatos na gestão da equipe de futebol, justamente durante o período final de preparação para a Copa Federação promovida pela Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF). Com o número inativo, negociações com atletas, acertos contratuais e articulações institucionais com profissionais da modalidade ficaram paralisados, uma vez que as ligações direcionadas ao comando do clube não encontram receptivo.
Apesar das tentativas de resolução por meio dos canais oficiais e da ouvidoria da concessionária, o cliente recebeu apenas números de protocolo para verificação interna, sem o restabelecimento do serviço ou esclarecimentos objetivos. Diante da falta de suporte ágil, a diretoria buscou respaldo jurídico, registrando um boletim de ocorrência policial e formalizando queixas na Agência Nacional de Telecomunicações e em órgãos de defesa do consumidor.
O episódio ilustra a vulnerabilidade sistêmica associada a fraudes de troca de chip, conhecidas como SIM Swap, nas quais criminosos assumem o controle de linhas para interceptar códigos de validação e acessar aplicativos bancários e de mensagens. Especialistas e tribunais reforçam que as prestadoras respondem civilmente por falhas na guarda e validação de dados cadastrais dos usuários no mercado brasileiro.











