Lúdio Cabral acusa Flávio Bolsonaro de fugir para os EUA em MT
Parlamentar afirmou que senador deixou o país após o pleito por receio de responder perante a Justiça brasileira e criticou o deslocamento.
O deputado estadual Lúdio Cabral afirmou que o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil temendo responder perante a Justiça e classificou a saída do parlamentar para o exterior como um desrespeito aos eleitores e à democracia do país. A declaração ocorreu após a viagem do senador com destino aos Estados Unidos no período posterior à disputa eleitoral.
O parlamentar cobrou explicações públicas sobre uma tratativa financeira no valor de cento e trinta e quatro milhões de reais associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dirigente do Banco Master. De acordo com o deputado estadual, a movimentação necessita de esclarecimentos detalhados por parte do senador investigado.
“Dois dias depois da eleição, foge, sai do Brasil escondido, vai para a Argentina, para de lá pegar um jatinho privado para ir para Miami. Além da fuga da Justiça brasileira, foi uma demonstração de desrespeito sem precedente na história do Brasil aos seus eleitores e à democracia brasileira”, declarou o parlamentar.
As apurações conduzidas pela Polícia Federal buscam esclarecer a participação do senador nas tratativas para o financiamento da produção cinematográfica intitulada Dark Horse, centrada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O montante milionário refere-se ao valor negociado para o projeto audiovisual, sem configurar repasse pessoal comprovado até o momento.
“Agora, a fuga dele é porque ele está com medo da Justiça. Ele precisa responder nos inquéritos sobre os 134 milhões de reais que ele pediu para o Vorcaro do Banco Master, que ainda não está explicado e ele precisa explicar isso”, reforçou Lúdio Cabral durante suas críticas.
Antes de deixar o território nacional, o senador não atendeu a uma ordem emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que exigia a entrega de seus passaportes. Apesar das diligências em curso, não havia ordem de prisão expedida contra ele. A defesa do senador sustenta que não houve irregularidade na busca por patrocínio privado voltado à realização do filme sobre seu pai.
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