Mulher acusada de torturar crianças é presa em Paranatinga
Suspeita estava em liberdade após falha que impediu cumprimento de ordem judicial.
Uma mulher de 48 anos investigada por tortura contra duas crianças foi recapturada na manhã desta sexta-feira em Paranatinga. A prisão ocorreu após meses de buscas, depois que ela permaneceu em liberdade devido a uma falha operacional que impediu o cumprimento imediato de uma decisão judicial que determinava sua prisão preventiva.
O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso após a divulgação de detalhes das investigações, que apontaram uma sequência de agressões físicas, humilhações e castigos considerados degradantes praticados contra duas crianças, de seis e oito anos.
De acordo com os autos da investigação, as vítimas teriam sido submetidas a violência física frequente, ameaças, punições severas e situações de intenso sofrimento psicológico dentro do ambiente familiar.
Entre os episódios apurados, um dos que mais chamou a atenção foi o registro em vídeo de uma das crianças sendo obrigada a agir como um cachorro e a comer diretamente do chão enquanto sofria intimidações.
A investigada havia sido presa temporariamente em setembro de 2025 durante o andamento das apurações. Antes do encerramento do prazo da medida, a Justiça autorizou a conversão da prisão temporária em preventiva, permitindo que ela permanecesse detida.
Entretanto, mesmo com a nova decisão judicial já expedida, um equívoco no sistema prisional resultou na soltura da mulher no último dia da prisão temporária. Com isso, ela deixou a unidade antes que a determinação de prisão preventiva fosse efetivamente cumprida.
Desde então, a investigada permanecia fora do sistema prisional.
Após trabalhos de monitoramento e levantamento de informações, a mulher foi localizada e presa novamente nesta sexta-feira.
Depois da recaptura em Paranatinga, ela foi encaminhada para os procedimentos legais e colocada à disposição da Justiça, onde permanecerá enquanto o processo relacionado ao crime de tortura contra as crianças segue em tramitação.
O caso continua gerando repercussão em Mato Grosso devido à gravidade das denúncias envolvendo violência física e psicológica contra menores de idade.











