Operação Rede Oculta prende influencer e mais três em MT

Ação policial cumpre dezenas de ordens judiciais, bloqueia veículo de luxo e aponta prejuízo superior a R$ 400 mil causado a vítimas em vários estados.

Por Redação • 29/10/2026 08:57 • 13 acessos
Operação Rede Oculta prende influencer e mais três em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a segunda fase da Operação Rede Oculta para desarticular um grupo investigado por praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes. As diligências cumpriram ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá contra cinco investigados, abrangendo mandados de prisão preventiva, buscas domiciliares, sequestro de bens e quebra de sigilo telemático.

A condução da operação ficou a cargo da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, contando com o apoio do núcleo de inteligência da unidade. Quatro pessoas foram capturadas durante os cumprimentos, enquanto um quinto alvo permaneceu foragido. Entre os detidos estão uma influenciadora digital de 24 anos e seu companheiro de 26 anos, moradores de Cuiabá, além de um casal residente em Várzea Grande.

De acordo com o apurado pela polícia, o esquema criminoso utilizava a internet e plataformas de comércio eletrônico para aplicar golpes como falsos anúncios de veículos, além das fraudes do falso parente e do falso funcionário de banco. Os valores transferidos pelas vítimas por meio de Pix eram rapidamente fracionados em quantias menores em contas de terceiros, concentrados posteriormente e convertidos em bens de alto valor, como joias e veículos, que eram exibidos nas redes sociais.

O prejuízo levantado entre as vítimas já identificadas alcança a quantia de R$ 414.093,00, com registros de pessoas afetadas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará. A investigação detalhou que uma das suspeitas atuava recrutando pessoas para ceder contas bancárias, enquanto outro investigado de 41 anos, que já possuía histórico por fraudes e havia deixado recentemente o sistema prisional, orientava a movimentação financeira com o apoio da esposa.

Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Durante os procedimentos, um veículo Toyota Corolla Cross híbrido utilizado pelos investigados foi sequestrado por ordem judicial, e os aparelhos celulares apreendidos passarão por extração de dados autorizada pela Justiça.

A segunda fase da Operação Rede Oculta encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas, afirmou o delegado Ruy Peral, responsável pela operação.

Este conteúdo foi publicado originalmente por PJC MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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