Réu confessa morte de advogado e choca júri em Cuiabá, MT
Em depoimento no Fórum de Cuiabá, atirador alega motivação anticorrupção e juri avalia acusação de homicídio triplamente qualificado.
O julgamento do assassinato do advogado Roberto Zampieri, realizado no Fórum de Cuiabá, em Mato Grosso, foi marcado por declarações contundentes do executor confesso. Durante seu interrogatório perante os jurados, Antônio Gomes da Silva reafirmou ter efetuado os disparos fatais e declarou publicamente que voltaria a cometer o crime caso estivesse na mesma circunstância, justificando o ato sob a premissa de revolta contra a corrupção.
A sessão integra o segundo dia do Tribunal do Júri na capital do estado, onde o réu detalhou o teor de depoimentos prestados anteriormente às autoridades policiais. A defesa de acusados em etapas anteriores chegou a questionar os métodos empregados durante as diligências iniciais de investigação, levantando debates sobre a condução dos interrogatórios pelo delegado responsável, ponto que segue sob escrutínio no processo.
Em contraponto à tese apresentada pela defesa, a acusação representada pelo Ministério Público tem estruturado sua argumentação com base em evidências técnicas e mensagens telemáticas recuperadas. No primeiro dia da sessão, elementos periciais indicaram trocas de mensagens entre os envolvidos logo após o homicídio, mencionando o cumprimento de ordens e o planejamento da fuga subsequente.
O inquérito aponta divisões de tarefas entre os réus levados a julgamento em Mato Grosso, abrangendo desde a execução material até a intermediação logística e o financiamento da ação delituosa. Os três suspeitos respondem perante a justiça por homicídio triplamente qualificado e permanecem sob custódia enquanto o julgamento prossegue na comarca local.
O crime que vitimou o profissional do direito ocorreu no final de 2023, nas proximidades de seu escritório situado em uma área urbana da capital mato-grossense. Segundo as investigações conduzidas pelo órgão ministerial, a motivação central estaria ligada a interesses em litígios agrários de alto valor financeiro, desdobrando-se posteriormente em apurações paralelas sobre o sistema de justiça estadual.















