Serralheiro confessa morte de professor e cita chantagem em MT
Conforme a Polícia Civil, o suspeito afirmou em depoimento que a vítima exigia silêncio sobre encontros e ameaçava expor a situação para sua esposa.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam novos desdobramentos sobre o homicídio do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, cujo corpo foi localizado na noite de uma quinta-feira, no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. O principal suspeito do crime, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como Bigode, prestou depoimento na manhã de uma sexta-feira e apresentou sua versão dos fatos às autoridades policiais do estado de Mato Grosso.
Durante o interrogatório conduzido pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, o investigado alegou que cometeu o ato extremo para impedir que a vítima revelasse supostas traições à sua esposa. O suspeito negou qualquer tipo de envolvimento afetivo com o docente e afirmou que vinha sofrendo forte pressão psicológica por meio de mensagens e fotografias enviadas pelo educador.
De acordo com o relato repassado à polícia, o acusado afirmou que resistia aos contatos e que recebeu uma imagem acompanhada de um aviso de que perderia o convívio familiar caso a situação viesse à tona. O suspeito também mencionou que conversou com um conhecido que passaria pela mesma circunstância, levando ambos a decidirem agir contra o professor. A corporação agora apura a veracidade dessas alegações, visto que nenhum elemento comprobatório da chantagem foi encontrado até o momento.
O depoimento detalhou ainda a dinâmica do crime que vitimou o morador do bairro Capela do Piçarrão, desaparecido desde o dia 26 de setembro. Conforme a apuração, a vítima foi levada ao local do assassinato após aceitar subir na garupa de uma motocicleta guiada por um dos envolvidos, enquanto o serralheiro acompanhava o trajeto dirigindo um automóvel modelo Corolla, contando com a presença de uma terceira pessoa na área do brejo.
A perícia técnica realizada anteriormente identificou uma lesão por arma branca na região íntima do docente, que estava desaparecido há quase duas semanas. A Polícia Civil reuniu evidências técnicas que confirmam a participação direta do serralheiro, que inicialmente havia apresentado contradições, e prossegue com as diligências para esclarecer o envolvimento de outros coautores no homicídio que abalou a cidade mato-grossense.















