STF manda PF investigar ataque a imagem sacra em Cuiabá, MT
Ministro Flávio Dino apontou indícios de crimes coordenados contra símbolos de fé em várias regiões do país, incluindo Mato Grosso.
A Polícia Federal recebeu ordens para instaurar um inquérito destinado a apurar a destruição da imagem de Nossa Senhora Aparecida no monumento da Cruz do Chilão, situado no bairro Santa Helena, na capital de Mato Grosso. A determinação partiu do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, diante de um cenário de crescentes episódios de hostilidade contra recintos sagrados pelo país.
O caso na cidade ocorreu no final de setembro, quando a estátua foi localizada partida e decapitada no marco histórico da região cuiabana. Conforme a decisão da corte superior, o episódio local integra um panorama mais amplo de ocorrências que sugerem ações sistemáticas direcionadas a alvos de diferentes confissões religiosas em território nacional.
No despacho judicial, o magistrado destacou a presença de elementos que apontam para infrações penais variadas, englobando desde dano e furto até preconceito religioso e ultraje a cultos. A tramitação federal justifica-se pela repercussão interestadual dos episódios e pela urgência de uma resposta coordenada para a proteção da liberdade de crença.
A Arquidiocese de Cuiabá manifestou forte indignação diante do ocorrido, classificando a depredação como uma grave demonstração de intolerância. Por meio de nota oficial, lideranças eclesiásticas exigiram a identificação rigorosa dos responsáveis e lembraram que o respeito aos credos é preceito fundamental garantido pela legislação brasileira.
Além do caso registrado no estado mato-grossense, o inquérito comandado pelo Supremo reúne notificações de investidas criminosas contra templos católicos, espaços de umbanda e candomblé, além de comércios de artigos sacros em unidades federativas como Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais.















