Wellington nega incentivos fiscais em MT, mas documentos revelam
Confrontado com registros governamentais durante debate político no estado, candidato ao governo viu seu nome envolvido em polêmica sobre isenções.
O cenário político de Mato Grosso ganhou novos contornos após um embate público envolvendo o senador e candidato ao governo Wellington Fagundes. Durante sua participação em um debate transmitido pela televisão na última quinta-feira, dia primeiro de outubro, o parlamentar rechaçou veementemente a acusação de que empreendimentos familiares teriam sido contemplados com vantagens tributárias.
Apesar da negativa categórica do político filiado ao PL, registros oficiais emitidos pelo governo estadual contam uma história diferente. A papelada comprova a concessão de diferentes modalidades de benefícios fiscais voltados especificamente para a Raça Agro Norte Ltda, firma comandada por João Antônio Fagundes Neto, descendente direto do senador.
Entre as facilidades tributárias identificadas nos arquivos oficiais, destacam-se cortes na base de cálculo aplicados tanto em transações internas quanto em processos de importação. Além disso, a companhia obteve vantagens fiscais direcionadas à aquisição de automóveis, equipamentos de informática e artefatos de telecomunicações.
O levantamento documental também revela a liberação de créditos outorgados voltados para operações de comércio, abrangendo tanto o setor atacadista quanto o varejista. A empresa também garantiu a inclusão no Regime Optativo de Tributação da Substituição Tributária, ampliando o leque de facilidades fiscais em solo mato-grossense.
A notoriedade em torno das atividades comerciais da família cresceu consideravelmente após a repercussão de uma investigação jornalística veiculada nacionalmente. No final de dezembro do ano passado, o conglomerado empresarial capitaneado pelo filho do parlamentar concretizou a compra da rede de revendas Agroline, antes pertencente à Axia Agro.
Na época da transação comercial, o herdeiro do senador figurou como principal executivo da corporação. O movimento estratégico visava consolidar a expansão mercadológica da marca no estado e em outras regiões, com a meta ambiciosa de atingir um faturamento anual de um bilhão de reais no horizonte de três anos.














