Chefe do CV separou R$ 200 mil para ataques a policiais em Primavera do Leste
Tribunal de Justiça manteve custódia preventiva de suspeito investigado por financiar plano criminoso no interior do estado.
Um montante de duzentos mil reais teria sido separado por uma das lideranças de uma facção criminosa para financiar atentados contra agentes da segurança pública em Primavera do Leste. A revelação faz parte dos autos judiciais que embasaram a manutenção da prisão preventiva do investigado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Conforme o apurado pelas autoridades policiais, a quantia expressiva foi dividida em duas fases distintas do planejamento criminoso. A primeira metade, equivalente a cem mil reais, seria empregada na logística e estruturação da ofensiva. O restante do montante ficaria reservado para remunerar os executores diretos da ação violenta.
As autoridades conseguiram interceptar e desarticular os planos antes que os criminosos pudessem colocar a violência em prática. A articulação criminosa veio à tona no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Civil, que culminaram na deflagração da Operação Cerberus no dia vinte e seis de agosto no município.
O inquérito policial apontou que o suspeito responsável pelo aporte financeiro foi identificado como Reginaldo da Silva Pereira, também conhecido pelo apelido de Fumim. Para a Justiça estadual, a manutenção da medida cautelar extrema se justifica pela gravidade dos atos e pelo risco iminente que a liberdade do investigado representava para a sociedade e para as forças policiais.
A operação deflagrada em solo municipal representou um golpe significativo contra as células da organização criminosa que tentavam se estabelecer na região. O andamento do processo judicial segue tramitando nas instâncias competentes para a responsabilização penal dos envolvidos na conspiração.












