Limpeza de fossa passa por nova exigência em Primavera do Leste
Novo procedimento amplia prazo para atendimento e levanta questionamentos sobre o cadastro da rede de esgoto.
Moradores de Primavera do Leste (MT) passaram a enfrentar uma nova etapa ao solicitar a limpeza de fossa no município. Antes de autorizar o atendimento, a concessionária responsável pelo serviço realiza uma vistoria no imóvel para confirmar se a residência possui ou não ligação com a rede pública de esgoto.
A mudança tem provocado dúvidas entre consumidores, principalmente porque a verificação também está sendo aplicada em endereços que já receberam o mesmo serviço anteriormente. Na prática, mesmo existindo registros de atendimentos anteriores, um novo protocolo é aberto e uma equipe técnica visita o local antes da liberação da limpeza.
O procedimento aumentou os questionamentos sobre a atualização das informações referentes à cobertura do sistema de esgotamento sanitário em Primavera do Leste, Mato Grosso. Como a expansão, operação e manutenção da rede fazem parte da concessão do serviço, moradores buscam entender por que a confirmação é necessária em imóveis que já possuem histórico cadastrado.
Além das dúvidas, a nova exigência pode prolongar o tempo entre a solicitação e a execução do serviço. Para famílias que dependem da limpeza periódica da fossa para evitar transbordamentos, mau cheiro e problemas sanitários, qualquer atraso pode representar transtornos e riscos à saúde.
Até o momento, não foi informado oficialmente se a medida faz parte de uma atualização cadastral, de uma revisão técnica ou de uma alteração permanente nos procedimentos internos. Enquanto aguardam esclarecimentos, moradores continuam sem saber se a vistoria prévia será obrigatória em todas as futuras solicitações.
O tema ganha ainda mais relevância porque Primavera do Leste ainda não conta com cobertura integral da rede de esgoto. Em diversos bairros, as fossas continuam sendo a única alternativa para o descarte de resíduos domésticos, tornando a manutenção periódica indispensável para preservar as condições de saneamento.
Diante dessa realidade, o município já aprovou um projeto voltado às famílias de baixa renda que vivem em regiões sem acesso ao sistema público de esgotamento sanitário. A iniciativa prevê a criação de um Programa Social Municipal de Limpeza de Fossa, destinado a reduzir os custos do serviço para moradores em situação de vulnerabilidade.
A proposta estabelece que o benefício seja direcionado às famílias que atendam aos critérios definidos pelo Executivo Municipal, utilizando como referência o Cadastro Único (CadÚnico). O objetivo é garantir condições mínimas de saneamento enquanto a expansão da rede de esgoto não alcança todas as regiões da cidade.
A medida busca minimizar impactos financeiros para a população de menor renda, já que o custo de uma limpeza de fossa pode variar entre R$ 150 e R$ 300 por atendimento. Para muitas famílias, esse valor compromete parte significativa do orçamento mensal, dificultando a realização da manutenção preventiva e aumentando os riscos de problemas ambientais e de saúde pública.















