Desastres causam R$ 7,3 bi de prejuízo na agropecuária em Mato Grosso e no país
Estudo aponta que agricultura e pecuária lideram perdas econômicas registradas no trimestre em decorrência de eventos climáticos extremos.
A agricultura e a pecuária acumularam perdas financeiras estimadas em R$ 7,3 bilhões em decorrência de desastres climáticos ocorridos entre julho e setembro de 2026. O balanço faz parte de um estudo técnico divulgado pela Confederação Nacional de Municípios, reunindo informações de localidades que formalizaram situação de emergência ou calamidade pública.
Do montante total registrado no setor produtivo rural, a agricultura respondeu pelo maior impacto negativo, somando R$ 5,6 bilhões em prejuízos. Por sua vez, a atividade pecuária contabilizou perdas da ordem de R$ 1,7 bilhão no mesmo intervalo trimestral avaliado pelo levantamento.
As instabilidades climáticas e eventos extremos, que envolveram episódios de seca prolongada, estiagem severa, incêndios e excesso de chuvas, geraram impactos expressivos e distintos em várias regiões do território brasileiro, a exemplo do Nordeste, onde a escassez hídrica isolada resultou em danos de R$ 3,4 bilhões à lavoura.
Além das atividades agropecuárias, o documento aponta que os danos alcançaram a economia urbana e a infraestrutura pública. O setor comercial registrou retração de R$ 895,8 milhões, enquanto a prestação de serviços somou R$ 383 milhões e a indústria computou R$ 123,8 milhões em prejuízos materiais.
Diante do cenário de vulnerabilidade econômica e estrutural, a entidade responsável pelo estudo orienta os gestores municipais a reforçarem as ações preventivas por meio da atualização constante dos planos de contingência e do mapeamento rigoroso das áreas de risco locais.














