EUA lideram carne bovina de Mato Grosso com queda da China
Esgotamento de cota asiática alterou o ranking de destinos da produção pecuária estadual no período.
As exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram baixa no mês de setembro de 2026, influenciadas diretamente pela retração nas compras realizadas pela China. De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior, o estado comercializou para o mercado internacional um volume total de 69,60 mil toneladas equivalente carcaça no período.
Esse montante representa uma diminuição de 3,74% em relação ao volume de agosto e um recuo expressivo de 29,69% quando comparado com o desempenho obtido em setembro de 2025. O principal vetor dessa baixa foi o esgotamento da cota de importação estipulada pelo governo chinês, o que reduziu drasticamente a presença daquele país na pauta de exportações locais.
Como consequência direta dessa restrição, as remessas destinadas ao território chinês despencaram para 4,63 mil toneladas equivalente carcaça. Essa marca traduz-se em uma queda de 42,41% na comparação mensal e de impressionantes 92,34% em relação ao mesmo mês do ano anterior, fazendo a participação chinesa desabar de 61,08% para apenas 6,65%.
Com a vacância deixada pelo principal parceiro comercial, os Estados Unidos alcançaram a liderança entre os compradores da carne bovina produzida no estado de Mato Grosso. Os norte-americanos importaram 11,84 mil toneladas equivalente carcaça em setembro, impulsionados por uma ampliação temporária nas cotas com tarifas reduzidas, registrando alta de 10,53% sobre o mês anterior.
O mercado chileno também se destacou ao ocupar a segunda colocação entre os destinos da proteína animal mato-grossense, contabilizando 9,37 mil toneladas equivalente carcaça e expansão de 5,44% frente a agosto. Dados consolidados mostram que, desconsiderando o mercado chinês, as demais praças internacionais apresentaram alta de 68,65% em relação a setembro do ano passado.












