Setor madeireiro paralisa em Mato Grosso após falha no IBAMA
Entidades cobram o retorno imediato das plataformas federais para evitar o colapso nas indústrias e o descumprimento de contratos comerciais.
As atividades do setor florestal enfrentam uma paralisação total em todo o território de Mato Grosso após uma pane nos sistemas federais de controle ambiental. A instabilidade nas plataformas DOF e Sinaflor perdura por mais de setenta e duas horas, bloqueando a emissão de guias obrigatórias e travando o transporte de cargas de madeira em solo mato-grossense.
O impacto atinge diretamente a maior região produtora de madeira nativa sob manejo sustentável do país. Sem os documentos oficiais gerados pelos sistemas, nenhuma carga pode deixar as áreas de manejo ou as indústrias, comprometendo tanto o abastecimento do mercado interno quanto os compromissos firmados para exportação.
Representantes da indústria madeireira apontam que a suspensão repentina gera consequências graves para a economia estadual. Caminhões permanecem retidos nos pátios das empresas, contratos comerciais correm o risco de descumprimento e o fluxo financeiro de cidades inteiras que dependem da atividade fica ameaçado pela falta de escoamento.
A cobrança direcionada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis exige uma resposta célere com a retomada integral das ferramentas digitais. Os produtores sustentam que operam rigorosamente dentro da legalidade, cumprindo exigências de rastreabilidade e quitação de taxas obrigatórias.
Até o momento, a falta de previsibilidade oficial sobre a normalização dos serviços agrava o cenário de incerteza. O setor produtivo reforça que o rigor fiscal aplicado aos empreendimentos precisa corresponder à eficiência operacional dos órgãos federais responsáveis pela infraestrutura tecnológica.















