CPI da Saúde investiga favorecimento a empresária em MT
Parlamentares apontam adiamentos sucessivos por parte do gestor da pasta e buscam vias judiciais para garantir o comparecimento à oitiva.
As investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde no estado de Mato Grosso avançam sobre supostas vantagens concedidas à esposa de um membro da cúpula da Secretaria de Estado de Saúde. Conforme apontado pelo comando do grupo legislativo, os indícios de privilégio começaram a ser mapeados considerando o histórico funcional desde o momento em que o atual titular assumiu o cargo de secretário adjunto, ainda no ano de 2019.
Diante do persistente adiamento do comparecimento obrigatório, os parlamentares decidiram acionar a Justiça estadual para compelir o secretário titular a prestar esclarecimentos. O documento formal será encaminhado ao desembargador prevento do caso, visto que a ausência consecutiva nas convocações anteriores gerou desgaste e insatisfação entre os membros da comissão encarregada da apuração.
Em contrapartida, o antecessor no comando da pasta compareceu recentemente perante o colegiado e rechaçou qualquer tipo de irregularidade na condução dos trabalhos administrativos. Durante seu depoimento, o ex-gestor refutou acusações ligadas a um suposto esquema investigado e defendeu a atuação dos servidores públicos vinculados à secretaria estadual durante os anos anteriores.
Questionado sobre repasses financeiros e indenizações firmadas durante a gestão, o ex-secretário argumentou que todos os montantes possuíam respaldo técnico e comprovações de execução. Ele também justificou o descumprimento de recomendações emitidas por órgãos de controle fiscalizador, pontuando que a prioridade absoluta no período consistia em salvar vidas humanas, mesmo assumindo eventuais riscos administrativos.
Os trabalhos da comissão investigativa prosseguem na próxima semana, quando uma nova plenária está agendada para deliberar sobre os próximos passos da apuração no estado. Novos depoimentos e análises de documentos contratuais continuam na pauta dos parlamentares para esclarecer o destino dos recursos públicos aplicados.















