Eleição em Mato Grosso e no país dita juros do crédito no varejo

Levantamento revela como o resultado das próximas eleições vai mexer diretamente com as parcelas e o orçamento das famílias.

Por Redação • 11/10/2026 06:40 • 19 acessos
Eleição em Mato Grosso e no país dita juros do crédito no varejo

A decisão que os eleitores brasileiros tomarão nas urnas em outubro de 2026 terá um peso direto e expressivo sobre o valor das prestações pagas pelos consumidores, segundo uma pesquisa desenvolvida pelo IBEVAR-FIA Business School. O levantamento avaliou duas décadas de estatísticas oficiais fornecidas pelo Banco Central para dimensionar como a taxa básica de juros afeta o crédito livre, englobando modalidades como cartões de plástico, carnês e aquisição de veículos.

De acordo com a análise econométrica, o repasse de uma elevação na Selic para a ponta final do financiamento ocorre de maneira escalonada. Nos primeiros sessenta dias após o choque inicial, o impacto de curto prazo atinge cerca de 3,5 pontos percentuais na taxa cobrada do cliente. Contudo, o efeito acumulado continua avançando ao longo de quase um ano, até alcançar um patamar final de alta superior a dezoito pontos no longo prazo, refletindo um encarecimento pesado para quem depende de recursos externos para consumir.

Os reflexos dessa dinâmica, no entanto, variam conforme o segmento do comércio envolvido. Enquanto o setor de bens duráveis, que inclui eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis, sofre retração imediata devido à dependência do parcelamento, as categorias de consumo essencial, a exemplo de alimentos e produtos farmacêuticos, mostram forte resistência e pouca alteração imediata em função do custo do dinheiro.

O estudo também projetou diferentes cenários para o período posterior ao pleito, indicando que a oscilação na taxa de juros pode separar momentos de expansão das atividades comerciais de fases de estagnação. Entre as alternativas mapeadas estão a continuidade de políticas, a alternância de rumos econômicos e um panorama de instabilidade política, cada qual exigindo posturas distintas dos empresários diante dos rumos do câmbio e dos investimentos.

Diante desse cenário de incertezas, especialistas recomendam que as empresas adotem uma postura defensiva e estratégica, focando na preservação de caixa e na redução de dívidas de curto prazo. Claudio Felisoni de Angelo, presidente do IBEVAR e docente da instituição, enfatiza que a taxa básica de juros futura não dependerá apenas das diretrizes do Banco Central, mas principalmente do veredito das urnas, fator determinante para saber se as compras parceladas caberão no orçamento das famílias.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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