Escola em Barra do Garças transforma plantas do Cerrado em MT

Projeto financiado pela Fapemat em Barra do Garças une saberes tradicionais, matemática e biodiversidade do Cerrado no desenvolvimento de pomadas.

Por Redação • 19/10/2026 11:26 • 6 acessos
Escola em Barra do Garças transforma plantas do Cerrado em MT

Estudantes da Escola Estadual de Campo Heronides Araújo, localizada em Barra do Garças, transformam o conhecimento tradicional sobre a flora do Cerrado em objeto de pesquisa acadêmica. O projeto Pomadas Fitoterápicas do Cerrado Mato-Grossense permite que os alunos investiguem espécies da região para a fabricação de seis variedades de pomadas naturais. A iniciativa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso.

De acordo com o diretor da instituição, professor Eugênio Marcos de Sousa, a produção abrange finalidades distintas, como tratamentos para a pele, alívio de dores musculares, repelentes de insetos e uma formulação voltada para cuidados respiratórios, inspirada em produtos tradicionais. O processo também engloba preparações para cuidados capilares e cicatrização, utilizando partes vegetais como folhas e estruturas subterrâneas, além de cera de abelha.

O diretor pontua que a vivência possui relevância acentuada por se tratar de uma escola situada a 110 quilômetros do centro urbano. “Mais do que conhecer a flora do Cerrado, os alunos têm a oportunidade de reconhecer a importância dos saberes presentes no cotidiano de suas famílias”, afirma Eugênio. Ele acrescenta que a proposta valoriza esses conhecimentos e os transforma em práticas que aproximam a sabedoria popular da ciência.

O desenvolvimento das pomadas também integra conteúdos abordados em sala de aula, como aponta a professora de Matemática e responsável pela iniciativa, Fabiane Borges de Souza. A elaboração exige o uso de pesos, medidas, gramas, mililitros, proporções e cálculos, o que aproxima os conceitos matemáticos da realidade prática dos estudantes. Segundo a educadora, o trabalho fomenta a autonomia, a criatividade, a responsabilidade e o espírito empreendedor, além de incentivar a reflexão sobre a preservação ambiental.

Alunos envolvidos na pesquisa destacam a relevância da experiência para a rotina escolar. Para Yasmin Lorraine Queiroz Nero, aluna do 8º ano, a atividade evidencia a relação entre o ambiente natural e o aprendizado. “O projeto valoriza a riqueza do Cerrado e mostra como as plantas podem inspirar novas formas de aprendizagem e inovação dentro da escola”, declara. A estudante Gabrielle Mutzenberg Moraes, do 2º ano do Ensino Médio, reforça que a ação demonstra como a conservação dos recursos naturais está ligada ao bem-estar e à inovação.

Este conteúdo foi publicado originalmente por SEDUC MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

Primavera do Leste

Mato Grosso