Operação policial mira facção com bloqueios de até R$ 1,4 mi em MT e SP
Ações visam desarticular esquema ilícito com mandados em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e litoral paulista.
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Fio para desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, associação criminosa e comércio ilegal de entorpecentes. As equipes policiais saíram às ruas para cumprir um total de 26 ordens judiciais expedidas pela Justiça, abrangendo prisões, buscas e apreensões, além de cerco financeiro aos suspeitos.
As medidas de restrição patrimonial atingem diretamente os recursos dos investigados, com tetos de congelamento que variam conforme o grau de envolvimento apontado nas apurações. Enquanto alguns alvos sofreram bloqueio integral de suas contas, outros possuem limites individualizados que começam em cerca de R$ 300 mil e podem atingir o patamar máximo de R$ 1,4 milhão.
Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da comarca de Cuiabá, fundamentados em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos. O desdobramento tático ocorre de maneira integrada em solo mato-grossense e paulista.
A execução das ordens acontece simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além da região do Litoral Sul de São Paulo. A mobilização policial conta com o reforço operacional do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo, por meio da delegacia de Santos, da unidade de Mirassol d’Oeste e da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado.
O inquérito policial apontou indícios de que os suspeitos utilizavam tanto pessoas físicas quanto jurídicas para mascarar a origem ilícita do capital movimentado. Entre os episódios sob escrutínio, os investigadores acompanham os reflexos de um atentado sofrido por um dos alvos em um hotel de Várzea Grande, ocorrência que antecedeu sua fuga para outra localidade e cujos desdobramentos continuam sob análise.














