União perde cadeiras na Assembleia por chapa enxuta em MT
Parlamentar avalia desempenho eleitoral no estado e cobra reorganização interna após encolhimento da bancada partidária.
O deputado estadual reeleito Dilmar Dal Bosco avaliou o desempenho eleitoral do União em Mato Grosso e apontou falhas estratégicas na formação da chapa proporcional. Para o parlamentar, a decisão de disputar o pleito com apenas nove candidatos comprometeu o potencial da legenda, chegando a gerar preocupação sobre a permanência de representação no Parlamento estadual durante o período de campanha.
Na avaliação do deputado, a redução no volume de nomes inscritos impediu um resultado mais expressivo nas urnas. O partido encerrou a disputa com duas cadeiras ocupadas por Dilmar e Sebastião Rezende, uma queda em relação ao pleito de 2022, quando a sigla havia assegurado quatro vagas na Assembleia Legislativa com a presença de outros nomes de peso.
O parlamentar ponderou que a nominata ideal exigiria um grupo maior para alavancar a votação global e garantir uma bancada mais robusta. Citando ausências sentidas na legenda, como a de Eduardo Botelho, o deputado argumentou que a falta de liderança e de articulação para atrair e reter figuras expressivas enfraqueceu a estrutura partidária no estado.
Apesar das divergências anteriores relacionadas às decisões da convenção e aos rumos definidos pela sigla, o parlamentar ressaltou que superou os atritos e integrou a campanha majoritária de Otaviano Pivetta. A prioridade agora, segundo ele, consiste em reavaliar os métodos internos e intensificar o diálogo com a militância e com o senador Mauro Mendes.
Olhando para os próximos ciclos políticos, o deputado destacou que a legenda precisa se estruturar com foco na preparação para o pleito municipal e no fortalecimento de novas lideranças regionais. A retomada do protagonismo estadual exigirá reuniões periódicas e planejamento estratégico para ampliar a representatividade em Mato Grosso.














