Soja em Mato Grosso: plantio da safra 26/27 supera 50% da área
Trabalhos de plantio avançam para 51,86% da área estimada no estado após chuvas recentes, apontam dados divulgados pelo Imea.
A semeadura da soja da safra 2026/27 já ultrapassou a metade da área prevista em Mato Grosso. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Até a última sexta-feira, os trabalhos no campo alcançaram 51,86% dos 13,05 milhões de hectares estimados para o atual ciclo produtivo no estado. O índice representa um avanço de 18,58 pontos percentuais em comparação com a medição da semana anterior.
O plantio teve início na segunda quinzena de setembro, mas enfrentou um ritmo abaixo do ideal nas três primeiras semanas. A escassez de chuvas e os baixos níveis de umidade no solo fizeram com que os produtores optassem por aguardar precipitações mais regulares antes de intensificar os trabalhos.
O levantamento aponta que a região Médio-Norte lidera o andamento da semeadura, com 69,32% da área total semeada, seguida pela região Oeste, que registra 61,58%. As precipitações registradas recentemente no território estadual também beneficiaram o avanço das atividades nas regiões Centro-Sul e sudeste.
Apesar de o ritmo semanal ter ficado um pouco abaixo do registrado no período imediatamente anterior, o instituto avalia que o avanço gradual ajuda a distribuir as lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento. Essa diversificação reduz a concentração de áreas na mesma fase e diminui os riscos decorrentes de condições climáticas adversas simultâneas.
Caso o ritmo da semeadura da soja se mantenha favorável até o final de outubro, a expectativa é que grande parte da área destinada ao milho de segunda safra possa ser plantada dentro da janela ideal em 2027. Contudo, o resultado final dependerá da duração do ciclo da soja e do andamento da colheita.
Para a temporada atual, o Imea mantém a projeção de área em 13,05 milhões de hectares em Mato Grosso, com produtividade média estimada em 62,44 sacas por hectare. A produção total do estado está calculada em 48,88 milhões de toneladas.
Em relação aos custos de produção, o instituto aponta que os gastos com insumos atingem R$ 3.817,12 por hectare. Já o custeio total da atividade no estado chega a R$ 4.326,01 por hectare.












