Candidato ao Senado em MT propõe fim de emendas e culpa políticos
Pleito por mudanças no Pacto Federativo visa dar autonomia financeira aos prefeitos do estado.
O candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante) intensificou as críticas ao atual modelo de distribuição de recursos públicos por meio de emendas parlamentares em Mato Grosso. Durante declarações recentes, o político defendeu a extinção desse mecanismo financeiro, argumentando que o sistema atual compromete a autonomia administrativa dos gestores municipais e fomenta práticas ilícitas no país.
Segundo a avaliação do candidato, até 90% da corrupção existente estaria concentrada na dinâmica das emendas. Galvan afirmou que o formato atual obriga prefeitos a assumirem compromissos políticos com deputados e senadores em troca de verbas, limitando a liberdade de atuação das administrações locais e criando uma relação de subordinação.
O político também direcionou críticas severas à atuação de congressistas que utilizam a entrega de recursos financeiros como vitrine eleitoral. Na visão dele, a função primordial do Poder Legislativo deveria se concentrar na elaboração de leis e na fiscalização das contas públicas, e não na intermediação de verbas orçamentárias para os municípios.
Como alternativa ao cenário atual, Galvan propõe uma reformulação estrutural no Pacto Federativo do país. A ideia central é eliminar a necessidade de intermediários políticos, garantindo que as prefeituras recebam uma parcela maior de recursos de forma direta para atender às demandas da população com mais eficiência.
Com essa mudança no fluxo financeiro, o candidato avalia que os prefeitos recuperariam a capacidade de gerir os municípios sem depender de articulações em gabinetes de Brasília. A proposta busca redefinir o papel dos parlamentares federais e devolver o poder de decisão econômica para o âmbito local.














