Caso Renato Nery em Cuiabá: Justiça define julgamento de PM

Magistrado rejeitou pedidos da defesa e manteve a prisão preventiva do policial da Rotam apontado como articulador do assassinato em Cuiabá.

Por Redação • 16/10/2026 17:39 • 29 acessos
Caso Renato Nery em Cuiabá: Justiça define julgamento de PM

O Tribunal do Júri marcou para o dia 2 de dezembro de 2026, às 9h, o julgamento do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, integrante da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana. Ele é acusado de atuar como intermediário no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), morto a tiros em Cuiabá, em julho de 2024.

A data foi estabelecida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, em decisão divulgada no portal da Justiça. No documento, o magistrado declarou o processo pronto para o julgamento e determinou que a sessão ocorra no plenário do Tribunal do Júri da Capital.

O juiz também manteve a prisão preventiva de Heron. Conforme a decisão, a medida foi ratificada integralmente após a constatação de ausência de novos fatos que pudessem justificar a revogação da custódia cautelar, especialmente diante da proximidade da sessão do júri.

Durante a análise do caso, o magistrado rejeitou os pedidos apresentados pela defesa para unificar a tramitação desta ação com outro processo relacionado ao crime e para suspender o julgamento até a conclusão de recursos de corréus. Segundo a decisão, o processo de Heron já está preparado para o júri, enquanto a outra ação ainda discute recursos da pronúncia.

Renato Nery, de 72 anos, foi atingido por sete disparos no dia 5 de julho de 2024, no momento em que chegava ao seu escritório localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Capital. Ele chegou a passar por cirurgia após o socorro, mas faleceu na madrugada do dia seguinte.

As investigações apontaram que a motivação do crime estaria ligada a uma disputa judicial pela posse de uma área rural de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim. A execução do advogado teria sido acertada mediante a promessa de pagamento em dinheiro.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Repórter MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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