Bens de WT em Mato Grosso e litoral somam R$ 20 milhões
Ação policial bloqueia patrimônio milionário atribuído a apontado tesoureiro de organização criminosa que operava de dentro da prisão.
A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira a Operação Replay com o objetivo de desarticular o braço financeiro da principal facção criminosa atuante no estado de Mato Grosso. As ordens judiciais abrangeram o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e prisões em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rio de Janeiro e municípios catarinenses, totalizando 55 determinações legais.
Entre os alvos principais das investigações está um detento apontado pelas autoridades como o principal tesoureiro da organização. Mesmo recluso desde 2024, quando foi alvo de uma fase anterior de investigações, o indivíduo mantinha acesso a aparelhos telefônicos e continuava gerenciando a aquisição de patrimônio, além de ditar diretrizes para o grupo criminoso diretamente de sua cela na Penitenciária Central do Estado.
O balanço oficial aponta que o total de ativos confiscados alcança aproximadamente R$ 20 milhões, englobando nove imóveis e seis veículos de alto padrão. Entre as propriedades alvos de sequestro constam um apartamento beira-mar e uma residência em condomínio fechado, ambos situados em Balneário Camboriú e avaliados em mais de R$ 3 milhões cada.
Além das restrições patrimoniais, a ofensiva policial culminou na captura de dez pessoas suspeitas de envolvimento com lavagem de dinheiro, incluindo uma advogada e influenciadora, um assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá e um jogador de futebol amador. Esta representa a quinta intervenção policial tendo o mesmo suspeito como foco central, motivando novas diligências para cessar sua influência no sistema prisional.














