Operação do Gaeco mira vereadores de Várzea Grande por esquema na Mesa Diretora

Ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado atinge 13 parlamentares de Várzea Grande e dois de Cuiabá nesta terça-feira.

Por Redação • 20/10/2026 08:38 • 12 acessos
Operação do Gaeco mira vereadores de Várzea Grande por esquema na Mesa Diretora

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), figura entre os parlamentares apontados como alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira. A ação apura suspeitas de compra e venda de votos durante o processo de eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.

A lista de investigados no município inclui os parlamentares Braz Jaciro (PSDB), Rosy Prado (UB), Cilcinho (PV), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel Junior (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Feitoza (PSB), Enfermeiro Emerson (PP) e o próprio Wanderley Cerqueira (MDB), além de outros nomes que integram o total de 13 parlamentares de Várzea Grande e dois de Cuiabá alcançados pela operação.

As equipes responsáveis pela ação cumprem 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços distribuídos pelos municípios de Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães. O objetivo das diligências é reunir novos elementos de prova e aprofundar a apuração sobre a suposta negociação de apoio político em troca de vantagens indevidas.

A investigação policial decorre da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande realizada em maio deste ano. Naquela ocasião, Wanderley Cerqueira garantiu a reeleição para a presidência da Casa após derrotar Lucas do Chapéu do Sol (PL) por uma margem apertada de 12 votos a 11, pleito que já havia sido cercado por denúncias públicas de irregularidades nas negociações entre os membros do parlamento.

Órgãos de controle ressaltam que a inclusão dos parlamentares como alvos de mandados nesta fase da investigação não constitui comprovação definitiva de participação nos crimes apurados. Os trabalhos seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Estadão MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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