Pesquisa avalia impacto da onça-pintada no Pantanal de MT

Iniciativa conjunta mapeia os benefícios econômicos e a sustentabilidade do turismo de observação da onça-pintada no Pantanal mato-grossense.

Por Redação • 20/10/2026 08:35 • 8 acessos
Pesquisa avalia impacto da onça-pintada no Pantanal de MT

O turismo de observação da onça-pintada se consolidou como um dos principais atrativos do Pantanal mato-grossense, movimentando serviços de hospedagem, alimentação, transporte e condução de visitantes. Para mensurar os impactos econômicos e sociais dessa atividade, a Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS) e a WWF-Brasil realizam o projeto batizado de “Transformando a onça-pintada em um ativo para o Pantanal”.

O levantamento abrange uma extensão de 145 quilômetros, desde a Transpantaneira até o Parque Estadual Encontro das Águas, uma área de grande destaque para a observação da espécie em Mato Grosso. O objetivo principal é reunir dados sobre a importância econômica da atividade, a distribuição dos benefícios gerados pelo turismo e as condições essenciais para garantir o desenvolvimento sustentável da região.

A iniciativa foi iniciada em outubro de 2026 com previsão de conclusão para março de 2027. O processo conta com uma pesquisa aberta ao público por meio da internet, iniciada em 13 de outubro com prazo de participação até 9 de novembro, além de uma etapa presencial realizada entre os dias 18 e 22 de outubro em Porto Jofre e ao longo da Transpantaneira.

Durante a fase presencial, foram conduzidos diálogos com a comunidade local, gestores públicos municipais, guias, condutores e profissionais da cadeia turística. A pesquisa também analisa a percepção de turistas, operadores de turismo, meios de hospedagem e proprietários rurais, incluindo a avaliação sobre a disposição dos visitantes em contribuir com uma possível taxa de conservação ambiental.

De acordo com a vice-presidente da Associação TOVS, Suzi Camargo, apesar da alta visibilidade que a atividade alcançou, ainda faltam dados essenciais para dimensionar com precisão o potencial econômico do setor. Queremos entender como o valor da onça viva pode se traduzir em conservação e benefícios para quem vive no território, quais são benefícios e como eles se distribuem, explicou a representante.

Para o secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luis Carlos Nigro, a colaboração de empresários, hoteleiros e profissionais do setor é indispensável para refletir a realidade do turismo pantaneiro. Quanto mais informações forem reunidas, melhor poderemos compreender as demandas, identificar oportunidades e planejar ações que fortaleçam o turismo na região, destacou Nigro, acrescentando que o levantamento pode tornar o estado mais competitivo e gerar emprego e renda.

Os resultados obtidos deverão servir de base para que o poder público e a iniciativa privada tomem decisões estratégicas, identificando desafios e investimentos necessários. Segundo Suzi Camargo, a prioridade é mapear a circulação de recursos na economia local para assegurar que o crescimento do turismo beneficie as comunidades pantaneiras e valorize quem vive e trabalha na região.

Este conteúdo foi publicado originalmente por SEDEC MT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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